A maioria das músicas pop é mais fácil no piano do que parece, e algumas famosas são mais difíceis do que aparentam. A diferença não é talento; é saber o que conferir antes de dedicar um mês a uma música. Este guia entrega uma régua objetiva para julgar dificuldade, uma lista de músicas pop em níveis que funcionam de verdade para iniciantes e um método de estudo que deixa a música apresentável sem desperdiçar semanas.
Cada música aparece aqui só como título e artista, com o motivo mecânico de funcionar para iniciantes. Os tons são dados como o tom em que a música é geralmente tocada, porque arranjos publicados para iniciantes transpõem livremente. Ao escolher uma, procure o título com "arranjo fácil piano" e use uma versão licenciada para iniciantes. Para os fundamentos por trás de tudo nesta página, comece pelo nosso guia de músicas fáceis por níveis.
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O que realmente torna uma música pop fácil no piano
Esqueça a intuição. Uma música pop é amigável para iniciantes quando passa na maioria destas sete checagens, e você mesmo pode aplicá-las a qualquer música:
1. Vocabulário pequeno de acordes. Três ou quatro acordes distintos na música inteira. 2. Tom amigável para iniciantes. Menos teclas pretas sob a mão significa menos esforço de posição. 3. Um ciclo harmônico que se repete. Quando o mesmo ciclo curto volta no verso e no refrão, aprender a música é aprender um ciclo só. O loop I-V-vi-IV de quatro acordes que move boa parte do pop é exatamente isso. 4. Mão esquerda estática ou simples. Notas fundamentais seguradas, ou um padrão constante, em vez de uma linha independente. 5. Andamento lento a moderado, para as mãos terem tempo de viajar entre as formas. 6. Abertura pequena de mão. Nada além de uma oitava, sem saltos largos. 7. Arranjo tolerante. Se a música continua reconhecível reduzida a acordes mais uma melodia simples, a versão de iniciante vai soar bem.
Essa régua é a habilidade real que esta página ensina. A lista abaixo é ponto de partida; a régua permite julgar toda música que você quiser aprender daqui em diante.
Como usar esta lista: os três níveis
Os níveis medem exigência mecânica, não valor musical. Músicas do nível 1 usam três ou quatro acordes, mão esquerda estática e pulso lento. As do nível 2 adicionam mão esquerda em movimento ou uma figura ondulante na direita, em andamento moderado. As do nível 3 carregam um riff ou arpejo reconhecível que exige independência real das mãos, mesmo quando o número de acordes é mínimo.
Comece no nível que corresponde às suas mãos, não ao seu gosto. Uma música favorita um nível acima do seu já encerrou mais jornadas de piano do que qualquer livro de exercícios.
Nível 1: comece por aqui
"Let It Be" (The Beatles). Geralmente tocada em dó maior, cerca de quatro acordes. O loop de quatro acordes de livro didático no tom mais amigável que existe: a mão esquerda pode ficar em fundamentais seguradas do início ao fim, o pulso é lento e uniforme, e a música é reconhecível só pelos acordes.
"Imagine" (John Lennon). Geralmente tocada em dó maior, cerca de quatro acordes. Andamento lento, abertura pequena, um ciclo que se repete. Muito usada como primeira "música de verdade" porque acordes em bloco na mão direita já soam corretos.
"Stand by Me" (Ben E. King). Geralmente tocada em lá ou dó maior, cerca de quatro acordes. Um dos ciclos mais reutilizados da música popular. A mão esquerda pode segurar fundamentais ou caminhar num padrão simples, então a mesma música serve em dois momentos diferentes do aprendizado.
"Lean on Me" (Bill Withers). Geralmente tocada em dó maior, cerca de quatro acordes. A harmonia anda em graus conjuntos, então a mão desliza para a posição vizinha em vez de saltar. Forte candidata à sua primeira música pop de mãos juntas.

Nível 2: quando as trocas ficarem automáticas
"Someone Like You" (Adele). Geralmente tocada em lá maior, cerca de quatro acordes. O ciclo é simples, mas a mão direita carrega uma figura ondulante, então introduz independência das mãos enquanto a harmonia continua fácil. A ponte genuína entre os níveis.
"Perfect" (Ed Sheeran). Geralmente tocada em sol maior ou lá bemol maior, cerca de quatro acordes. O compasso ternário lento dá espaço para as mãos, e a transposição comum para um tom mais fácil é uma aula ao vivo de por que arranjos de iniciante transpõem.
"Riptide" (Vance Joy). Geralmente adaptada para dó maior, cerca de três acordes. Um dos menores vocabulários de acordes desta lista. Nasceu como arranjo centrado no ukulele, e é por isso que a versão de piano é tão limpa. Rápida, mas repetitiva do jeito bom.
"Hallelujah" (Leonard Cohen). Geralmente tocada em dó maior, cerca de cinco acordes. Lenta, espaçosa, construída sobre um ciclo que se repete. O acorde a mais além dos quatro é o que a torna nível 2, e ela recompensa quem já tem as formas do nível 1 automáticas.
"Wonderwall" (Oasis). Geralmente adaptada para dó ou sol maior, cerca de quatro acordes. Uma música nascida no violão que se transfere limpa porque a harmonia é um ciclo curto. Bom primeiro exercício de adaptar uma música em vez de copiá-la.
"All of Me" (John Legend). Geralmente tocada em fá maior ou lá bemol maior, cerca de quatro acordes. O original é centrado no piano, então a versão de iniciante soa perto da gravação. A esquerda fica simples enquanto a direita aprende uma textura de acordes quebrados.
"Evidências" (composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle, eternizada por Chitãozinho e Xororó). Geralmente adaptada para dó ou sol maior, cerca de quatro acordes. Ciclo que se repete, andamento lento e dramático, e reconhecimento quase universal no Brasil. O retorno de motivação para um iniciante brasileiro é enorme: todo mundo canta junto.
"Garota de Ipanema" (composta por Antônio Carlos Jobim, letra de Vinícius de Moraes). Geralmente tocada em fá maior, cinco acordes ou mais. A aposta ambiciosa da lista brasileira: a harmonia da bossa é mais rica que o pop de quatro acordes, mas o andamento calmo e a mão esquerda constante a deixam alcançável. Trate como entrada de nível 2 avançado, não como primeira música. A gravação que a levou ao mundo é a de Stan Getz e João Gilberto com a voz de Astrud Gilberto.
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Nível 3: os primeiros momentos "soa igual à gravação"
"Clocks" (Coldplay). Geralmente tocada em mi bemol maior, cerca de três acordes. Pouquíssimos acordes, mas a assinatura é uma figura arpejada contínua que exige independência e resistência constantes. A melhor prova de que contar acordes não mede dificuldade sozinho.
"Viva la Vida" (Coldplay). Geralmente tocada em dó maior, cerca de quatro acordes. Quatro acordes e um padrão repetido que empurra a música. O desafio é sustentar um pulso uniforme do começo ao fim, não dominar uma forma isolada.
"Havana" (Camila Cabello). Geralmente tocada em sol menor, cerca de três acordes. Um ciclo menor minúsculo, mas a colocação rítmica é sincopada e não perdoa. Sua introdução ao suingue como eixo próprio de dificuldade.

Como estudar uma música pop sem desperdiçar semanas
Mãos separadas primeiro. Mão esquerda sozinha até as fundamentais virarem memória muscular, depois a direita sozinha, e só então juntas. Tentar as duas mãos no primeiro dia é o motivo mais comum de abandono de uma música.
Defina o andamento pelo seu compasso mais difícil. Reduza a velocidade até a transição mais difícil ficar confortável, e toque a música inteira nessa velocidade. Estudar as partes fáceis rápido e as difíceis devagar produz uma execução desigual que nunca converge.
Repita a transição, não a seção. A dificuldade mora nos dois tempos em que o acorde troca, não no acorde em si. Isole a troca, repita até ficar lisa, e costure de volta.
Conte desde o início, sessões curtas e diárias. Metrônomo ou contagem falada desde o primeiro dia, e quinze minutos concentrados na maioria dos dias valem mais que uma hora heroica no fim de semana. Habilidade motora consolida entre as sessões, não durante. Exercícios gratuitos como os treinos de teclado e ouvido do musictheory.net são bons aquecimentos.
Aprenda o ciclo, depois mapeie a forma. Com o ciclo repetido sob os dedos, o resto da música é só uma ordem de seções. Cantarole a melodia sobre a mão esquerda para construir a referência interna sem partitura nenhuma.
Quando subir de nível, e os erros que travam as pessoas
Você está pronto para o próximo nível quando consegue tocar uma música no andamento alvo duas vezes seguidas sem parar, começar de qualquer seção em vez de só do início, e mantê-la rodando enquanto alguém conversa com você.
Os travamentos são previsíveis: começar de mãos juntas, perseguir o andamento original antes da precisão, recomeçar do primeiro compasso a cada erro, pular a mão esquerda por completo, e aprender por nome de nota em vez de forma de acorde. Aprender por letrinhas parece mais rápido para uma música e não transfere nada para a próxima; formas de acorde são o vocabulário que barateia toda música seguinte. Se a teoria por trás das formas estiver nebulosa, as lições gratuitas do musictheory.net cobrem o assunto, e o travamento mais profundo de todos é escolher primeiro uma favorita de nível 3 e concluir que piano não é para você.
Quando dezembro chegar, a mesma lógica de níveis vale para a nossa lista de músicas de Natal fáceis no piano. E se você ainda está construindo os fundamentos que estas músicas assumem, o guia de iniciante por níveis é o lugar para começar.
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FAQ
Qual é a música pop mais fácil de tocar no piano?
"Let It Be" é a resposta usual: cerca de quatro acordes em dó maior, pulso lento e uniforme, e uma mão esquerda que pode ficar em fundamentais seguradas a música inteira. "Riptide" vem logo atrás com um vocabulário ainda menor de acordes, embora o andamento seja mais rápido.
Dá para tocar músicas pop sem ler partitura?
Dá, e a maioria dos pianistas de hobby faz assim. O pop no piano roda sobre formas de acorde: aprenda o ciclo da música, mantenha a esquerda nas fundamentais e carregue a melodia de ouvido. Ler partitura abre mais repertório depois, mas a fluência de acordes é o que toca estas músicas de fato.
Por que as versões fáceis soam diferentes da gravação?
Arranjos de iniciante simplificam a textura e muitas vezes transpõem a música para um tom mais amigável, com menos teclas pretas. Por isso esta página diz "geralmente tocada em" em vez de cravar um tom único. A música sobrevive porque a identidade dela é o ciclo harmônico, não o tom.
Quantos acordes preciso saber para tocar pop?
Um conjunto de umas seis formas em dó e sol maior cobre uma fatia surpreendente do repertório pop, porque muitas músicas circulam o mesmo loop de quatro acordes. Cada tom novo adiciona alcance, mas as seis primeiras formas fazem o trabalho pesado.
Quanto tempo leva para aprender uma música pop no piano?
Uma música de nível 1 fica apresentável em uma a duas semanas de sessões curtas diárias, se você estudar de mãos separadas e definir o andamento pelo compasso mais difícil. As de nível 3 levam mais tempo, não pelos acordes, mas pela resistência e pelo suingue que exigem.